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A Descoberta 16(O Dia seguinte – Conclusão)

  • Publicado em: 19 de maio de 2015 12:44
  • Expira: Nunca!

Detalhes do Conto Erotico:

[ O 16° conto como já puderam ver é uma sucessão de diálogos,um texto sem conotação erótica,nada mais que um complemento dos fatos ocorridos e de como aquilo tudo me afetou,me fazendo até refleti a minha sexualidade e relacionamento com Caio e quem quer que fosse]
Sempre que podia, ficava em companhia de Luciene nos intervalos, eu estava me sentindo atraído e porque não dizer apaixonado por ela? o tempo foi passando, já fazia mais de duas semanas que eu estava com ela, só no colégio, estava doido para que surgisse uma nova oportunidade de deitar com ela, sentir seu corpo novamente, seu calor, eu queria mudar oque eu era (ou ao menos tentar…),eu queria um relacionamento oficial.

Mas não seria fácil, minha ausência estava sendo sentida por Caio, eu o estava evitando por esse tempo todo, ele percebeu lógico…
Então um dia que voltava da aula, seu carro estava estacionado em frente a minha casa, abri o portão e entrei,encontrando-o conversando com minha mãe no terraço de casa.
-Oi filho! Que bom que você chegou… Correu tudo bem hoje? Veja quem veio lhe visitar…
– Tudo bem Adriano?
Ele se levantou, me deu um abraço forte e uns tapinhas nas costas.
Minha mãe então disse:
Caio, você irá almoçar conosco, e não aceito um não como resposta…
“Será um prazer”, disse ele.
-E você filho, vá tomar um banho para o almoço! Caio, pode ficar a vontade, fique jogando vídeo-game enquanto Didi estará no chuveiro.
Entrei no banheiro e em baixo do chuveiro fiquei pensando nessa situação que estava acontecendo, essa inesperada visita de Caio não era mera cortesia, com certeza ele queria algo, escondia algo…
Mas enquanto raciocinava, minha linha de pensamento foi quebrada,enquanto me ensaboava,senti uma mão quente alisando minha bunda.
Assustei-me ao ver que Caio descaradamente teve coragem de entrar no banheiro e cometer aquele ato impensado.
Com raiva e sussurrando eu falei: “Você está doido?! Comeu merda por acaso?! Minha mãe na cozinha e você teve a loucura de entrar aqui”?!
Caio sentou no bojo e olhando me disse:
– Tá com medinho?! Não se preocupe, sua mãe foi na mercearia comprar um refrigerante, estamos sós, mas não se preocupe, eu vim aqui para conversar com você, já que tu tem me evitado já há dias…
Eu vim aqui propositalmente lhe “visitar” e almoçar em sua casa, sei que o horário de retorno ao trabalho de sua mãe é depois do almoço e que nós iremos ficar a sós.
Tú não vai ficar livre da conversa que quero ter com você, vai ser hoje…
Alguns minutos depois, escutei minha mãe retornar, Caio sentado ao bojo calmo, então minha mãe disse:
“Caio! Caio! Adriano Caio foi embora”?
Ele ao ouvir minha mãe, levantou-se mandou um beijo descarado para mim e saiu dizendo: ”Não D.Edna, eu fui somente ao banheiro, lavar as mãos e fazer xixi”.
Minha mãe, que é séria, mas gosta de umas gracinhas disse: “Que nojo Caio! Volte ao banheiro e lave as mãos direito…Lavar as mãos e fazer xixi é coisa de porco”.
Rindo ele disse: “A senhora não perde uma D.Edna…
Os dois foram para a mesa, enquanto eu sai do banheiro e fui me arrumar,após vestir uma regata e um short,sentei-me a mesa,onde juntos almoçávamos e conversávamos entre nós.
Minha mãe terminou sua refeição e se retirou, mas diferente do que Caio tinha pensado, ao invés de ir para o trabalho, ela foi dar uma “cochilada” rápida, algo que raramente fazia, já que minha mãe geralmente era uma pessoa metódica, previsível, com suas regras e horários…
Apesar do contratempo, Caio me chamou até a área de minha casa para conversarmos e sem frescura disse:
– E então Didi? Qual é o problema que está acontecendo com você? Ou será que você acha que eu não sei como você está estranho, diferente e me evitando faz tempo?
Você me conhece muito bem, eu prefiro uma verdade dura a uma “trairagem” pelas minhas costas… Então solta oque você está escondendo a um bom tempo e “rasga” para mim.
Eu estava nervoso, não seria uma conversa fácil, então eu disse:
-“Eu quero terminar nossa relação, eu acho que não dá mais para continuar”…
E usando aquele velho clichê de Cinema/Novela eu completei: “Eu quero um tempo para pensar”…
Genioso como Caio era, ele olhou para mim e foi enfático:
– Tempo?! Você quer um tempo? Eu acho que mais tempo, você quer dizer… Afinal há muito que você me evita, então, vamos parar de besteira e me diga logo caralho o porquê desse seu charminho…
Terminar nossa relação?! Há algumas semanas atrás nós estávamos em minha casa dormindo juntos, nós amando, agora de uma hora para a outra você quer me deixar?!
Há alguém entre nós Didi? Me diga,mas me diga agora,sem mentira…É aquele merdinha do Ewerton? Diga olhando na minha cara!
Caio estava me deixando na defensiva, coisa que ele sabia fazer muito bem, quando queria, ele sabia usar de seu ego e de sua arrogância contra algum inimigo.
De súbito minha mãe abriu a porta e apareceu,nós deixando sem graça e calados,com certeza sentindo a pressão do momento ela disse:
-Tudo bem aí entre vocês garotos? Estão com uma cara feia… Calaram-se por quê? Estavam brigando?
Naquele momento, ficamos travados sem ação, mas Caio de pronto respondeu minha mãe,ao contrário de mim,ele tinha várias qualidades, e ser safo era uma das suas melhores.
– Nós? Brigando?! Sem chance D.Edna… Apesar de que às vezes dá vontade de dar umas tapas nele, jamais brigaria com ele,Didi para mim é como um primo,um irmão caçula.
– Ah bom, então se comportem direito, juízo os dois…
Olhei minha mãe sair pelo portão e adentrar ao carro e o ligar da ignição.
A salvo de qualquer infortúnio que pudesse nos ameaçar fomos para dentro, onde lhe respondi a pergunta feita.
-É uma garota! Eu estou apaixonado por uma garota! Está bem?! Eu não quero mais ser homossexual…
– Uma garota?! Apaixonado? Sério? Ótimo! Fico feliz por você boy…Você não quer mais ser homo? Tudo bem, Você pode ser Bissexual…Uma evolução.
– Não, eu gostaria de ser hétero, não seria justo com ela, a trair desse jeito.
Com uma expressão fechada Caio falou:
-Você está sendo infantil Didi… Qual o problema de ser Bí?Eu sou, eu tenho namorada e tenho você também,ela nunca me fez mudar a minha preferência,e se tivesse que escolher,seria mais fácil eu dar um chute na bunda dela de que na sua.
Sabe por quê?! Porque apesar de ser bom, mulher é um bicho cheio de frescura, cheio de “pombinha no cú” e outras paranóias… Já você é diferente, nós nos entendemos porque somos homens, não temos essa delicadeza, essa complicação que as mulheres têm.
– Sua bissexualidade é muito diferente da minha, você transa com sua namorada e transa comigo,você é ativo nas duas ocasiões.
E eu, como ficaria?
Com que cara eu poderia olhar para minha namorada, como eu poderia me sentir bem depois de dormir com um macho e depois ir para os braços dela?
Que tipo de homem eu iria oferecer a ela?
Caio então deu um ultimato:
-Ótimo! Você quer namorar sério, ser hétero, acabar com nosso relacionamento? Tudo bem… Mas vou lhe dizer somente uma vez só: É se sua paixão não ir para sempre? Seu namoro não vingar?
Oque você faria depois de jogar fora o sentimento de quem lhe ama, e trocar o garantido por algo que não tem certeza que dará certo?
Tudo muda bonzão, e a cabeça de uma mulher e algo que ninguém consegue decifrar.
Portanto eu vou lhe dizer somente uma vez:
Escolha bem oque você quer ser, virar heterossexual ou bissexual, depois disso não tem volta, se você falhar não espere que te receba de braços abertos, poderemos ser amigos, mas nunca será como antes.
Você queria um tempo?
Tudo bem, está massa… Eu lhe darei três meses… Espero que você seja feliz com sua gata, de verdade.
Ele levantou-se e despediu-se de mim com um abraço e um afago em meus cabelos e tomou a direção da rua,onde o vi se distanciar de mim.
Como ele disse, continuamos amigos interagindo juntos, o prazo rolou normalmente, mas ainda com um mês para o término aconteceu um fato que me deixou muito mal e que eu nunca pensei que poderia acontecer comigo, felizmente foi o primeiro e único na minha vida, oque acarretou o fim do meu relacionamento com Luciene, mas a males que vem para o bem,apesar da depressão que aquilo me causou,foi bom para mim.

Eu fui vítima de discriminação racial por parte da mãe de Luciene, não diretamente.
Sempre curtia com ela no colégio, mas estranhei o porquê ela não me deixar levá-la até sua casa, um dia perguntei se a mãe dela estava sabendo do nosso relacionamento ou se ela tinha medo de dizer.
Ela disse que sua mãe tinha conhecimento do fato, mas não aprovava pelo fato de eu ser negro e nem que me levasse lá.
Realmente, Luciene e sua irmã e mãe eram brancas mesmo como depois pude ver na missa dominical.
Depois daquela situação, deixei-a de lado, acabando com nosso namorico.
Cheguei à conclusão de que apesar de gostar de mim, eu só estava sendo usado para fazer raiva a mãe dela, não tive a menor dúvida, capricho de menina mimada para afrontar a mãe.
Esperei dar os três meses e me reencontrei com Caio para lhe dar a resposta, poderia ter dado antes, mas com meu orgulho ferido, com vergonha de chegar com o rabo entre as pernas, preferi usar os trinta dias para meio que me fortalecer da “deprê”…
Chegando lá, apesar da recepção fria, ele sabia o porquê da minha ida, apesar da presença dos pais na residência, fomos para seu quarto, ele me perdoou e confessou que também sentiu as mesmas dúvidas quando começou a namorar, mas preferiu a bissexualidade, fora que gostava de mim como amigo e amante.
Envergonhado, falei o acontecido a ele, que ficou revoltado com minhas revelações sobre o racismo, consolador ele falou:
– “Bola para frente Didi, todos nós temos nossas desilusões amorosas, foi melhor desse jeito, você não iria ter chance, seu namoro não iria para frente, infelizmente existem pessoas ignorantes com a mente podre, foi melhor ter terminado agora, com seu coração arranhado de que quebrar ele depois… Você não merece sofrer por causa de uma garota e a puta da mãe dela… Só queira quem lhe quer”!
Naquela noite eu dormi pela primeira vez na casa dele com a presença de seus pais, oque foi emocionante pelo perigo, a possibilidade de ser pego, mas tudo correu bem. Tomamos o café da manhã juntos, afinal seus pais já tinham ido bater o ponto e não haveria perigo.
E depois de uma boa noite dormida com quem se ama,nada melhor que uma tarde tranqüila no conforto do meu lar,tirando o fato de minha mãe,que não gostou nada do ocorrido e me repreendeu por faltar um dia de aula.
Fim…

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