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Conflito de Gênero – Menino? Não, Menina! Parte 14 – Final

  • Publicado em: 17 de maio de 2018 09:58
  • Expira: Nunca!

Detalhes do Conto Erotico:

Com o fim de meu namoro minha “ex” estava cada dia mais ousada. Cada vez fazia mais questão de mostrar seu corpo somente com lingerie ou até nu. Não perdia a oportunidade de sair de um banho, trocar uma roupa ou colocar um pijama ou um biquíni sem se mostrar para mim. E eu a admirava, pois, seu corpo estava realmente perfeito com toda aquela malhação. Todo delineado, mas sem ter ultrapassado o limite do exagero. Seu corpo permanecia muito feminino. Constantemente fazíamos noites só nossas em sua ou em minha casa. Principalmente quando seus pais, que ainda me adoravam apesar de eu ter largado a filha deles em nosso casamento frustrado, ou minha mãe não estavam em casa. Nossas noites eram regadas a muito macarrão, vinho e sorvete. Frequentemente bebíamos uma garrafa de vinho, mas as vezes até duas e ficávamos alegrinhas até demais. O arrependimento vinha no dia seguinte com a dor de cabeça pelo exagero no vinho.

Como eu já disse antes, nosso amor transcendia ao sexo. Era muito mais do que fazer sexo. Era um verdadeiro amor que tínhamos certeza que jamais acabaria. E tanta proximidade acabou gerando consequências. Um final de semana, quando estávamos em sua casa sozinhas porque seus pais tinham viajado para a praia, após nosso tradicional macarrão fomos assistir um filme tomando nosso vinho. Ela se sentou bem ao meu lado. Já estávamos altinhas e riamos de tudo que falávamos. E no meio de uma dessas risadas ela parou e começou a me olhar olho no olho pensativa. Também parei de rir e olhei para ela. Devagar ela veio chegando e chegando e suavemente encostou seus lábios no meu e me beijou por uns momentos só nos lábios e depois com sua língua. Eu não recusei. Nossas bocas já se conheciam de tantos e tantos beijos quando tínhamos sido casadas, mas nenhum daqueles beijos teve a delicadeza daquele que estava acontecendo entre nós. Foi um beijo sem pressa cada uma querendo se deliciar com a outra pelo maior tempo possível. Nossas mãos se entrelaçaram e nosso beijo foi longo e suave como nunca eu havia beijado. Quando terminamos ela olhou fixa em meus olhos e me disse: -Eu te amo e sempre te amei e você sabe disso. -Também te amo. Você é o amor de minha vida e você também sabe disso. De novo nos beijamos com delicadeza e amor. Ela se levantou e me disse: -Vamos para cama? Não respondi e fui atrás dela.

Não estávamos com roupas sexy ou lingerie provocante. Ela estava de shortinho e camiseta cavada de dormir. Eu não muito diferente, também com o shortinho e uma camisa larga e comprida. Para dormir, eu normalmente tirava o shortinho e ficava só de calcinha e camiseta larga como se fosse uma camisola. Deitamos em sua cama e sem nenhuma pressa nós tocávamos com muito carinho. Em alguns momentos, ela ou eu lembrávamos de nossa vida anterior de casados e dizíamos: -Lembra quando eu te fazia assim. -lembra quando você me fazia isso. Mas era tudo completamente diferente. Jamais havíamos tocado com aquela suavidade. Jamais eu havia sentido sensação como aquelas. Meu corpo estava mudado. Eu não tinha mais um pênis. E o corpo dela estava mais espetacular do que nunca. Muito lentamente fomos tirando uma a roupa da outra. Sob seu short apareceu uma calcinha branca de lycra. Tão simples e normal e tão espetacularmente sexy em seu corpo. Minha calcinha era tipo shortinho, muito confortável para dormir. Verde como seus olhos. Eu sempre gostei dessa combinação. Só de calcinha nos abraçamos uma de frente para a outra para nos beijarmos novamente. E então aconteceu um dos momentos mais sublimes de minha vida. Nossos seios se tocaram e se apertaram. Senti uma sensação diferente que veio dos pés ao ultimo fio de cabelo. Algo inigualável.

Já tínhamos estado antes nessa situação quando casados eu já tinha meus seios desenvolvidos, mas nuca senti a mesma sensação. Naquele período eu estava tentando ser homem e bloqueava as sensações que tinha naquela região. E o hormônio que eu ainda tomava tinha aumentado minha sensibilidade na pele e nos seios. Só sei aquele nosso seio no seio foi o momento em que percebi que a partir de lá eu adoraria fazer amor com uma mulher, em especial aquela mulher que lá estava me beijando. Nossos movimentos pareciam em câmera lenta, curtindo cada instante sem pressa. Ficamos nuas e primeiro foi ela que se acomodou no meio de minhas pernas. Parecia que ela estava querendo fazer aquilo há muito tempo. Com delicadeza ela me deu um verdadeiro banho de língua. Nessa época eu já conseguia ter uma pequena lubrificação e isso ajudou em minhas sensações. A calma dela fazia tudo ser melhor do que quando meu namorado me chupava ali. E o conhecimento de onde e como fazer. Ela conhecia cada ponto a ser tocado. Ainda que nossas vaginas não fossem exatamente iguais estruturalmente ela sabia o que fazer, afinal ela tinha uma xoxota há muito mais tempo que eu. E com todo esse carinho e habilidade eu não resisti e gozei. E também foi um gozo calmo e sereno, mas profundo. Completamente diferente de todos os gozos anteriores. Só consegui levantar o rosto e dizer: -Muito obrigado meu amor. Hoje você me fez conhecer o sexo como eu jamais havia imaginado que pudesse acontecer.

Ela sorriu satisfeita pelo dever cumprido o dever e se aninhou em meus braços. Ficamos conversando, nos beijando e nos tocando. Eu tocando principalmente em seus seios pedindo-lhe desculpas por nunca os ter valorizado como eu estava fazendo naquele instante durante nosso casamento. Eu disse que eu fora muito burra por não ter dado a eles o valor que eles mereciam. E rimos muito com essa minha declaração. Agora era minha vez de dar prazer a ela. Com o que eu havia aprendido com seus gestos minutos antes fui descendo lentamente por seu corpo beijando aquela barriga linda até chegar em sua vulva. Com toda a delicadeza que eu conseguia ter a abri e comecei chupa-la tentando fazer como ela havia feito comigo. Com seus gemidos eu sabia quando estava acertando um ponto mais sensível e me detinha por mais tempo ali. Diferente de mim ela tinha uma lubrificação abundante que eu adorei. Eu já tinha chupado aquela buceta muitas e muitas vezes, mas nunca com aquela dedicação. Em meu momento homem eu era afobado e queria terminar o quanto antes aquele ato. Não me lembrava de tê-la feito gozar daquela forma. Mas naquele momento só o que eu desejava era lhe dar prazer e que ela gozasse em minha boca. Fiz com muito amor e finalmente ela teve também seu gozo profundo e um pouco mais barulhento que o meu.

Eu voltei a seu lado e nos abraçarmos e lá ficamos curtindo aquele momento. Havíamos ficado lá quase duas horas nos amando. Com certeza meu recorde pessoal. Agora falávamos de todas a sensações que havíamos tido e das descobertas pois nenhuma de nós jamais havia feito sexo lésbico. Ela me confessou que estava premeditando aquilo há tempos pois estava me amando mais do que nunca e havia adorado meu novo corpo. Eu disse a que ela que já tinha percebido o interesse dela em mim e que pensava em aceitar se ela tentasse algo, pois eu também a amava e queria conhecer essa nova forma de amor, mas não pensei que ela seria tão rápida. Rimos novamente do que falei e nos beijamos mais algumas vezes antes de dormirmos juntinhas e abraçadinhas com nossos pijaminhas bem normais. Mas ela estava muito sexy nele.

Não consegui dormir sem antes pensar no que estava acontecendo. Eu não havia planejado nada daquilo e nem jamais imaginado. Eu havia nascido com um órgão genital masculino do qual quis me livrar a vida inteira para ser mulher. E em meus pensamentos a melhor forma de ser mulher era tendo sexo com um homem. E foi sempre isso o que busquei com exceção à decisão atrapalhada de meu casamento. E no momento que eu conseguia ser mulher na plenitude e ser aceita por todos que me importavam, eu estava na cama fazendo sexo com outra mulher. E mais ainda, eu tinha adorado e já pensava que poderia viver daquela forma para sempre com aquela pessoa que eu tanto amava e era o amor de minha vida. Era uma reviravolta inesperada até para mim. Era mais um conflito de gênero em minha vida. Que diriam os outros.

Ficamos todo aquele final de semana juntas como sempre acontecia, mas de um jeito diferente pois fizemos amor de uma forma deliciosa mais duas vezes. E discutimos o que faríamos daí para a frente. Decidimos que iriamos namorar e se desse certo depois de um tempo poderíamos morar juntas. A decisão mais difícil era se iriamos contar para todos ou se deixaríamos todos pensarem que nossa amizade estava ainda mais estreita. Como eu não queria mais viver na mentira falei que devíamos contar a todos. Com calma e sabendo que eles não entenderiam facilmente pois ela nunca havia demonstrado ter interesse em outra mulher e eu tinha lutado a vida inteira para ser uma mulher e agora queria ser lésbica. E eu não poderia condenar a ninguém se não entendessem minha nova situação pois eu mesma estava confusa. Os primeiros a quem contamos foram nossos pais. Os delas foram mais difíceis pois eles nunca tiveram uma filha vivendo fora do padrão da sociedade. Ficaram estremecidos comigo por um tempo, mas tudo voltou ao normal quando perceberem que nada conseguiria nos separar e éramos duas pessoas discretas, responsáveis e que trabalhavam. Eles não tinham reclamações de nós como filhas, além da sexualidade. Minha mãe também teve um pouco de dificuldade em aceitar, mais por ver tudo o que eu havia passado para ser mulher e ter uma família e estar deixando tudo aquilo de lado, segundo ela. Não por mim, pois eu achava que ainda teria uma família com minha nova namorada e ex-esposa. Com o passar do tempo ela aceitou e até fez uma brincadeira que rimos muito. Ela disse: -Tive um filho homem. Tive um filho gay. Depois tive uma filha. Agora tenho uma filha gay. Tudo isso na mesma pessoa. Nossa vida não é nem um pouco monótona.

No trabalho a aceitação foi mais fácil do que eu esperava, pois, aquele ambiente já era uma imensa confusão de diversidades que nada poderia chocar. E como eu adorava tudo aquilo. Com minhas primas também houve um pouco de incompreensão no início, mas não falta de aceitação. Como eu previ, todos não entenderam nada a situação.

Na vida adulta tive somente três parceiros sexuais por opção minha, aliás a mesma parceira duas vezes. E nunca os traí. Sempre valorizei a fidelidade, o companheirismo e o respeito. Na infância tive dois parceiros dois parceiros de brincadeiras. E na adolescência o sexo forçado com um homem bonito e que me deu muito prazer, mas inescrupuloso pela forma como me seduziu. Eu tive mais mudanças de gênero, do que parceiros sexuais. Isso mostra quem sou e a família de onde venho. Não sou melhor que outros que viveram uma situação parecida com a minha. Eu só tive mais sorte. E aprendi a não julgar depois de ter sido tantas vezes julgada erroneamente.

Hoje eu e minha namorada estamos juntas há três anos. Há dois anos moramos juntas com um projeto de ter uma família algum dia. Estou com 28 anos e ela também. Temos um futuro enorme pela frente. Não o futuro que eu imaginava naquele banheiro vestindo as roupas de minhas primas ou no posto com meu primeiro homem. Mas um futuro desejado por uma pessoa amadurecida que já passou por muita coisa na vida.

Nenhuma de nós é a ativa da relação. Não temos o papel do macho. Somos ambas mulheres, que adoram ser mulheres. As vezes fantasiamos na cama com ela fazendo um papel mais ativo e as vezes sou eu. Mas só na cama mesmo. Às vezes alguém nos define como lésbicas, mas respondemos com delicadeza que somos apenas duas mulheres que gostam de mulheres, sem rótulos. O sexo ficou ainda melhor nesses três anos pois com a ajuda dela eu fui me tornando ainda mais feminina no modo de agir e de amar. Continuo amando usar lingeries bonitas, elegantes, discretas e sexy, mas também as simples e confortáveis. Talvez por um trauma oculto evito ao máximo usar calça comprida, pois me lembra quem eu não queria ser. Ela está tão maravilhosa que chego a sentir ciúme de tanto ela ser cortejada pelos homens, mas no fundo sei que ela é minha, só minha. Decidimos simplesmente que somos namoradas e não pensamos em nos casar novamente no papel, que aliás não seria mais um casamento, mas uma união estável. Talvez somente uma cerimônia simples para os amigos mais próximas e para a família em uma chácara em contato com a natureza. Não temos pressa.

Esse é o momento em que vivo e o que desejo para meu futuro. Não posso dizer que não vá querer fazer sexo com um homem novamente. Não posso dizer que meu futuro está decidido pois aprendi que planos mudam. Mas posso dizer com 99% de certeza que seremos namoradas até o final de nossas vidas. E porque digo isso? Porque acima de tudo esta o amor que sentimos uma pela outra que transcende além de nossa vida.

E no final de tudo, aprendi que opção de gênero é diferente de opção sexual. Escolhi o gênero feminino e optei por ser homossexual e amar uma mulher.

Esse é o relato de minha vida, muito longo para um conto, mas muito pequeno para uma história de vida. Tentei colocar nele os fatos que mais me marcaram. Muita coisa ficou de fora, pois seria impossível colocar tudo aqui. Muitos momentos dramáticos e alguns momentos felizes ficaram de fora. Outros momentos eróticos e sexuais eu omiti. Quem sabe em algum momento eu resolva conta-los sem uma ordem cronológica estabelecida. Eu contaria com mais detalhes de meu relacionamento com minha priminha, que não é nenhuma daquelas duas primas que me hospedavam nas férias. Eu poderia contar mais de meu amiguinho das férias e de um ou dois acontecimentos na piscina do clube e de chantagens na escola. Foram acontecimentos com menor importância que não mudaram o rumo de meu destino, mas que aconteceram. Também foi impossível relatar cada um de todos os momentos sexuais que tive com meu homem do posto, como homem enquanto estive casada, com meu namorado e mais sobre o momento que estou vivendo agora com minha namorada. Contar todos esses momentos seria impossível, mas alguns mais picantes eu poderia contar qualquer dia.

Tentei relatar o mais próximo da realidade, sem exageros. Dos primeiros acontecimentos até atualmente se passaram quase 20 anos, mas como foram fatos muito marcantes ficaram fixados em minha memória. Evidentemente é impossível lembrar de cada dialogo exatamente como foi, mas como são fatos que me marcaram a vida e são inesquecíveis, esses diálogos estão muito próximos do que realmente aconteceu.

Fui um bebe gerada menina que nasceu menino. Fui um menino sendo menino com minha priminha. Fui um menino que queria ser menina. Fui o “Bixinha” e “Mariquinha”. Fui um menino usado como menina. Fui uma menina que continuou sendo usada até ser moça. Fui uma moça tentando ser homem em um casamento. Fui um homem esquecendo uma promessa para tentar ser mulher. Fui uma mulher sem ser mulher. Me transformei na mulher que eu queria e havia sido gerada. Fui mulher amante. Fui mulher que se interessou inexplicavelmente por mulher. Fui um homem que queria ser mulher e virou lésbica. Sou essa pessoa em eterno conflito. A única coisa que tenho certeza na vida aos 28 anos, e que jamais mudará é que sou definitivamente e completamente MULHER.

Propositalmente para poupar envolvidos não usei nenhum outro nome nesse conto. Nem mesmo meu nome anterior à mudança. Não quis usar nomes fictícios, que para mim distorceria o que eu contaria com nomes que nada teriam a ver com a história. Mas acho que consegui, mesmo sem citar nomes que cada um fosse identificado. Também não usei os nomes das cidades, faculdade e qualquer outro nome que poderia identificar. Quem conhece minha história saberá de quem se trata, mas quem conhece sabe por tudo que passei. Só vou ficar envergonhada por eles saberem de detalhes íntimos de minha vida que não sabiam. Mas o melhor modo de seguir à frente é não temer o passado.

Dedico esse conto a minha namorada, esposa e amante. A pessoa que mais amo no mundo juntamente com minha mãe. Foi ela que me incentivou a escrever minha história. Primeiro porque, segundo ela, escrevo bem e com o coração e depois para que muitas pessoas que estejam começado a enfrentar o que eu enfrentei saibam que tudo pode terminar bem. Te amo D.

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